Câmbios automáticos se popularizam

Veja dicas para dirigir e erros mais comuns

Câmbios automáticos – A procura por veículos automáticos se torna uma realidade no Brasil. Seja por conta do conforto proporcionado pela direção sem preocupação com troca de marchas ou até mesmo pelo medo da dificuldade de revender seu carro no futuro devido a um mercado que busca consistentemente pelos veículos com câmbios “inteligentes”. Referente aos números de 2016, as montadoras e a Fenabrave ainda não divulgaram nenhum número específico, mas em 2015, 25% dos carros vendidos no país eram automáticos, o que significa dizer que um em cada quatro motoristas deixam a garagem das concessionárias com um veículo sem embreagem.
O Brasil Mecânico já trouxe matérias antes falando sobre veículos automáticos e automatizados, mas o foco era o entendimento do sistema. O aspecto abordado foi a funcionalidade do veículo com esses tipos de câmbios. Agora, devido ao grande número de motoristas que passam a comprar seus primeiros veículos sem pedal de embreagem, resolvemos trazer algumas dicas e informações importantes para a condução desses carros. Fique ligado e veja o que fazer e o que não fazer.

Muito fácil…o que faz aumentar a distração

O primeiro ponto a ser considerado é que é extremamente fácil dirigir veículos automáticos ou automatizados. No câmbio (pois é, a embreagem pode ter sumido, mas o câmbio – apesar de não precisar ficar mexendo toda hora – ainda vai estar ali para te acompanhar) há, normalmente, três opções para engate: o Park (P), o Neutro (N), o Drive (D) e o Reverse (R). Por isso, é essencial que o engate seja exatamente o que você quer fazer com o carro.

• Neutro (N) – É uma posição onde o câmbio entende que o veículo está parado, indicada para paradas em locais planos. É a posição para ligar o carro em modelos que não possuem a posição P;

• Drive (D) – Ao tentar se deslocar para a frente, o motorista deve pisar no freio e colocar o câmbio na posição D. Assim, a marcha estará engatada e será passada automaticamente conforme a aceleração do carro;

• Reverse (R) – O R, que muitos acreditam se tratar da palavra ré, se refere ao termo em inglês, mas na prática é mesmo o movimento para trás. A mecânica é a mesma que o Drive. Pisando no freio e colocando o câmbio na posição R, o motorista pode andar com o carro para trás;

• Park (P) – O P, é como se fosse um freio de mão. Não são todos os modelos que contam com esse modo, mas nos que possuem, é fundamental que utilize antes de desligar o carro. O carro, nesse caso, só será ligado com o câmbio no P.

Outros comandos

Posições 1 e 2:
São utilizadas nos câmbios totalmente automáticos quando é necessário utilizar a força do motor, para uma subida íngreme, por exemplo. Se a alavanca estiver na posição 1, ele não mudará de marcha mesmo que você aumente muito a rotação acelerando.
Na posição 2, o câmbio ficará entre a posição 1 e 2, sem ir para terceira marcha. Esta posição é muito utilizada como freio motor em descidas de serra, pois o motorista consegue segurar um pouco o veículo sem ter que pressionar o freio constantemente, evitando o superaquecimento dos discos e das pastilhas do freio.
Apesar de não haver dificuldade para dirigir um carro automático, o bom senso exige que os primeiros contatos sejam feitos longe das rodovias movimentadas e de trânsito rápido. Faça em lugares com menos veículos.

OBS: 

  •  Passo importante é sempre que for trocar de posição o câmbio, conferir na tela para ver se a marcha desejada foi engatada. São representadas pelas letras D, R ou N;
  •  Alguns câmbios automatizados não possuem um engate muito preciso, o que pode gerar equívocos: muitas vezes, a marcha permanece no Neutro e o motorista acaba acelerando e o carro não sai do lugar. Outras vezes, acaba até se movimentando no sentido contrário, devido à inclinação do terreno.
    Em outras situações, os motoristas acham que o câmbio está no Neutro, mas ele continua engatado no D ou no R, e o carro pode rodar;
  •  A maioria dos carros automáticos possui um alerta para quando o carro estaciona e não está na posição P. Em modelos mais antigos, não é possível tirar a chave do contato se o carro não estiver em P. Os mais modernos têm tecnologia que o coloca automaticamente nessa posição. Mas é sempre bom conferir…

Outras sugestões

1 – Leia e releia o que está escrito acima. Não custa nada ter certeza que gravou;

2 – Essencial dizer adeus à perna esquerda: no carro automático ou automatizado, use apenas o pé direito. Para quem dirigiu carros com câmbio mecânico por muitos anos, aqui vai uma dica legal: dobre a perna esquerda até que você encoste a batata da perna no banco. Mantenha a perna esquerda dobrada durante todo o percurso, isso evitará que você tenha o movimento automático de pisar na “embreagem”.
Este problema acontece com frequência e poderá causar um acidente. As pessoas, instintivamente, acabam por pisar no freio como se fossem acionar a embreagem: como esse pedal não existe no carro automático, a confusão acaba gerando uma freada brusca e uma possível cabeçada no para-brisas.

3 – Esqueça o câmbio: uma vez em movimento na posição D, você pode “esquecer” do câmbio, controlando a velocidade do veículo apenas acelerando e freando de acordo com o pé direito.

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