Principais pontos sobre amortecedores recondicionados

Como fazer uma avaliação responsável e correta

O Brasil Mecânico fala mais uma vez, nesta edição, sobre suspensão. O sistema que conta com amortecedores, molas, pivôs etc., tem interferência direta no funcionamento do veículo. Impacta, por exemplo, no consumo e no conforto dos passageiros. Mas, desta vez, resolvemos destacar algo mais importante: a segurança.

Por isso, trazemos para vocês alguns pontos a destacar sobre peças recondicionadas. Mais precisamente, os amortecedores que serão reutilizados. Fique atento e entenda os riscos que a reutilização pode trazer ao seu cliente.

Para que serve o amortecedor?

Como costumamos fazer, começamos apresentando as características gerais e o que se espera do componente. Assim, você terá melhor condição para entender o que se passa e quando é seguro ou não utilizar.

Muito mais do que dar conforto aos ocupantes do carro, os amortecedores têm por objetivo manter o contato dos pneus com o solo, distribuindo as cargas dinâmicas (peso do carro em movimento) em todas as situações de rodagem, como retas, curvas, pisos irregulares, frenagens, acelerações ou a conjunção destes fatores, permitindo que o motorista tenha o controle sobre o veículo.

Por que e quando trocar?

A suspensão, em geral, é um sistema muito disponível a apresentar problemas devido a depender de diversos fatores. Modo de direção, condições das vias, peso carregado etc. E o amortecedor, geralmente, é o primeiro a apresentar desgaste.

 Um jogo de amortecedores pode durar 80 mil km ou pode apresentar problemas já com 30 mil km. Os fabricantes indicam a troca entre 40 mil e 50 mil km. Esta é apenas uma referência, pois a durabilidade é diretamente proporcional ao peso do carro, tipo de pavimento das ruas e a maneira como o motorista conduz o veículo.

Muitas vezes o amortecedor perde a eficácia e você nem percebe, por isso uma revisão a cada 10 mil km é indicada. Amortecedores “vencidos” podem desgastar os pneus prematuramente,