O que esperar do preço do petróleo

Os fundamentos do petróleo

As cotações do petróleo atingiram no início da semana os maiores patamares em sete anos, com o barril do tipo Brent e do WTI negociados acima dos US$ 80. E mais está por vir, segundo projeções que estão sendo atualizadas semanalmente no mercado.

A possível mudança da matriz energética de gás natural (que subiu ainda mais, acima de 100% no ano) para óleo por algumas indústrias em alguns países é um fator que não está presente em muitos modelos e que pode empurrar o preço para a casa dos US$ 100.

Ainda assim, outros analistas apontam o cenário como menos provável no momento, dada a ociosidade na capacidade produtiva da Opep+ (a associação dos países exportadores de petróleo mais a Rússia).

Para quem deseja olhar um pouco além do curto prazo, o FMI (Fundo Monetário Internacional), em sua atualização de cenários para a economia global, apontou que os preços do petróleo devem se estabilizar em 2022 depois de encerrarem este ano com aumento de quase 60% no preço médio do barril em relação a 2019. O preço médio ficaria em US$ 65,68 neste ano e cederia para US$ 64,52 em 2021.

No balanço de riscos, pesam a favor da alta dos preços uma postura leniente justamente da Opep+ e a menor capacidade global de produção em razão da queda dos investimentos nos últimos anos, enquanto fatores como novas ondas da pandemia e a queda da demanda em razão da transição energética podem levar os preços para baixo.

Saiba mais sobre a crise global de energia e e alta dos preços do petróleo na cobertura da EXAME Invest.

Qual as perspectivas para o petróleo? E para as petrolíferas? Descubra em relatório do BTG Pactual digital

*Crédito: Vibra/Divulgação

Check-in do Investidor

FTSE 100 (Londres): -0,15%
DAX (Frankfurt): +0,66%
CAC 40 (Paris): +0,28%
S&P futuro (Nova York): +0,19%
Nasdaq futuro (Nova York): +0,50%
Ibovespa futuro: -0,63% HDAI (criptoativos)*: -2,08%

Variação às 7h30; Na noite de segunda* Nas últimas 24h.


No radar: metais raros

Qual impacto se deve esperar nos preços de metais como cobalto, lítio, níquel e cobre no médio e longo prazos com a aceleração da transição energética para que o mundo consiga zerar as emissões de gases de efeito estufa? E quais países tendem a se beneficiar mais?

Essas questões foram endereçadas por economistas do FMI (Fundo Monetário Internacional) em seu relatório semestral World Economic Outlook, divulgado nesta terça, dia 12, em Washington.

O documento aponta que os preços de cobalto, lítio e níquel – metal produzido pela Vale (VALE3) – devem disparar “centenas percentuais” nos próximos anos em relação aos níveis de 2020 diante de uma demanda sem precedentes, o que pode atrasar a transição energética. O cobre, por sua vez, tem menor probabilidade de gargalos.

Quer saber como pegar carona na alta das commodities? Veja como com os analistas do BTG Pactual digital

*Crédito: Washington Alves/Reuters

Abertura de Mercado

O mercado no Brasil volta do feriado nesta quarta-feira, 13 de outubro, com a agenda cheia nos Estados Unidos. O dado mais aguardado do dia será o índice de preços ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês).

A expectativa é de que o CPI registre alta de 0,3% em setembro e permaneça em 5,3% no acumulado de 12 meses. Um número acima do esperado pode levar o mercado a reagir negativamente, com temores de um aperto monetário mais duro por parte do Federal Reserve.

Também segue no radar a temporada de balanços dos Estados Unidos, que esquenta com a divulgação dos resultados do JP Morgan e Goldman Sachs. Os números devem servir para balizar as estimativas sobre os grandes bancos brasileiros.

Ao longo da semana, ainda irão reportar balanços Bank of America, Citigroup e Wells Fargo .
Quer saber mais do mercado nesta quarta-feira?
Assista ao programa Abertura de Mercado, com Carlo Cauti, editor multimídia da EXAME Invest, Jéssica Castro, da EXAME Invest, e Otto Sparenberg, analista do BTG Pactual digital.

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Às 8h, o FMI divulga o Relatório Monitor Fiscal, dentro do Encontro de Primavera em Washington.
Às 9h30, sai o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) nos Estados Unidos em setembro.​
Às 15h, o Federal Reserve divulga a ata da última reunião do FOMC.​​​​​​​​
Às 8h25, o Banco Central divulga o boletim Focus.​

Às 17h30, assista à live Examinando a Bolsa, com a jornalista Paula Barra e a análise dos principais fatos do mercado no dia.
Ouça às 19h o podcast Minuto Invest, com a jornalista Bianca Alvarenga e o resumo do dia para os seus investimentos.

5 emergentes com crescimento previsto em 2022 Variação do PIB no próximo ano*

  1. Índia: +8,5%
  2. China: +5,6%
  3. México: +4,0%
  4. Rússia: +2,9%
  5. África do Sul: +2,2%

Brasil: +1,5%

Média dos emergentes: +5,1%

petroleo

Fonte: World Economic Outlook do FMI
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