Como a Injeção Eletrônica mudou as oficinas

A injeção eletrônica chegou ao Brasil somente no final dos anos 1980. Aos poucos, o novo sistema foi aposentando os carburadores na década seguinte até essa peça virar história em carros mais antigos e alguns modelos de motocicletas. Com essa mudança, as oficinas precisaram se adaptar à análise de sensores e sistemas eletrônicos e digitais dos módulos de injeção em vez do ajuste fino dos elementos mecânicos do carburador.

Veja o que mais a chegada da injeção eletrônica trouxe de novo e como isso mudou o serviço das oficinas:

Carburador

Por mais de um século, esse sistema foi o responsável por coordenar a entrada ideal da mistura ar e combustível no cabeçote do motor. Os motores a explosão funcionam com a conjugação da mistura líquida e gasosa e uma centelha, que queima essa mistura e move os pistões no cabeçote. Porém, os carburadores não garantiam uma mistura homogênea, influenciando no consumo de combustível e emitindo grandes quantidades de poluentes.

Transformação

Inicialmente, os dispositivos eletrônicos de injeção de combustível faziam a mistura em apenas um dos cilindros. Até então inovadora, a injeção monoponto já contribuiu para diminuir as emissões de gases para a atmosfera, mas não influenciou de forma significativa no consumo do automóvel. A entrada de elementos eletrônicos nos motores já sinalizava uma mudança que influenciaria no trabalho dos mecânicos em todo mundo.

Aprimoramento

As preocupações com as emissões de poluentes chegariam às oficinas, já que os sistemas de injetores passaram por ainda mais transformações. Em 1997, os sistemas de injeção multiponto, com um injetor para cada cilindro, conseguiram atender às expectativas de poluição ambiental e os carburadores foram definitivamente aposentados nos processos de fabricação de automóveis.

Novas tendências

Em poucos anos, as transformações nos sistemas injetores já atingiram novos patamares. Das injeções monoponto às multiponto, atualmente alguns modelos já começam a utilizar sistemas de injeção direta da mistura no motor. Essas novidades podem diminuir a perda de combustível nas válvulas, beneficiando o consumo, melhorando o desempenho e diminuindo as emissões.

Técnicas

Em vez de usar os sentidos para dar o melhor ajuste para o carburador, diversos sensores instalados no motor e em outras partes dos veículos passam a fornecer informações para o módulo. A leitura eletrônica dessas informações alterou o modo de trabalhar dos mecânicos, que tiveram de se especializar ainda mais. Apesar das partes físicas da injeção eletrônica terem evoluído pouco ao longo dos tempos, os softwares de mapeamento e de rastreamento do motor deram mais inteligência aos motores, mudando também o perfil do profissional automotivo.

Diferenças

Ao contrário dos carburadores, que necessitavam de limpezas periódicas e de regulações constantes para funcionar sem impurezas, os sistemas de injeção raramente precisam de uma manutenção mais severa. Ocasionalmente, os bicos injetores precisam ser observados, mas numa intensidade bem menor que os carburadores.

O controle analógico dos carburadores deu lugar ao controle inteiramente digital dos módulos de injeção eletrônica, que fez as oficinas ficarem ainda mais tecnológicas.

Especialização

Com as constantes transformações e evoluções nos sistemas injetores — ainda mais após a invenção dos carros com tecnologia flex —, a necessidade de estar sempre atualizado é importante para garantir o melhor atendimento possível para os donos de veículos, já que os próprios módulos e softwares de injeção eletrônica são constantemente aprimorados.

Fonte: Chiptronic

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