A hora certa de trocar a caixa de câmbio

Por não ser tão comum, troca da caixa de câmbio exige atenção e precisão

Costuma trocar com frequência a caixa de câmbio dos seus clientes? Provavelmente a resposta é não. Mas, por mais que não seja um procedimento de rotina, é bom sempre estar preparado porque acontece. E quando ocorre, é fundamental que você saiba identificar o momento da troca e realizar o passo-a-passo de forma correta. Assim você vai economizar tempo e o dinheiro do seu cliente com peças e idas e vindas à sua oficina.

Todos os veículos com transmissão manual tem um câmbio de fricção entre o motor e a caixa de câmbio, permitindo que o motorista saia do estado imóvel e mude de marchas. Os câmbios são difíceis de se desgastarem, mas ainda assim, precisam de substituição periódica à medida que o desgaste ocorre.

Diagnosticando

Identifique os sintomas

O primeiro a se fazer é Identificar os sintomas que sugerem um câmbio desgastado. Geralmente, isto é caracterizado pelo escorregamento do câmbio quando você aplica força – a velocidade do motor irá aumentar bastante quando tentar acelerar, mesmo se a embreagem não estiver pressionada. Sob circunstâncias normais, uma embreagem normal irá “travar” o motor na transmissão, para que a velocidade dele esteja ligada às mudanças de velocidade do veículo.

Certifique-se que o problema é mesmo do câmbio

Se o veículo possuir operação hidráulica, elimine o ar no sistema lubrificando o circuito hidráulico, como faria com o sistema de freios. Um câmbio com sistema de cabos pode estar sofrendo com um cabo rompido ou preso, evitando que o câmbio consiga torque máximo do motor.

Troque o quanto antes

Faça com que o câmbio seja substituído o mais cedo possível. A substituição do câmbio é algo trabalhoso, exigindo a remoção da transmissão para acessar o câmbio. Ao menos que você seja um mecânico experiente, leve seu carro à uma oficina para que o trabalho seja feito.

Dicas

Teste da terceira ou quarta marcha

Uma maneira certa de saber se o câmbio está desgastado é colocar em terceira ou quarta marcha com 55 km/h de velocidade, e pise no acelerador. Se o motor ficar com RPM alta, e o veículo não aumentar de velocidade, o circuito do câmbio está desgastado. O motor rotaciona demais pois o câmbio não possui contato suficiente com o volante do carro, fazendo com que ele escorregue.

Não arrisque andar com o carro

Certifique-se de que o seu cliente não dirija o carro com o câmbio gasto. O poder do carro e a economia de combustível serão menores, e o câmbio pode acabar falhando totalmente, deixando-o a pé.

Substituição demorada e complexa

A substituição do câmbio leva tempo, envolvendo a remoção da transmissão. Enquanto num veículo de duas rodas isto pode ser simples, num de quatro rodas, a tarefa é mais difícil. Por causa disto, é bom treinar trocar o câmbio quando a caixa de câmbio for removida do veículo. Isto pode economizar tempo e dinheiro a longo prazo, especialmente se o cliente te procurar logo nos primeiros sintomas.

Antecipe o diagnóstico

Faça com que o câmbio seja substituído o mais cedo possível.

Seguindo os passos que o Brasil Mecânico sugere para o diagnóstico e as dicas que deixamos para evitar o agravamento do problema, seu cliente tem tudo para deixar sua oficina satisfeito e com a certeza de que realizou um serviço de qualidade.

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