Transmissão e suas principais características

Fique atento às principais características, problemas e como evita-los.

A transmissão é uma verdadeira revolução no conceito do automóvel como vemos hoje. Um dos componentes mais importantes da mecânica, pois sem ela o veículo não poderia se mover mais rápido do que algumas milhas por hora, e nos manteria na mesma velocidade do início do século XX. É a transmissão a responsável por sincronizar as velocidades do motor e da roda, enviando a potência do primeiro para a segunda.

Somos direcionados a imaginar que o motor é o componente mais complicado na mecânica do carro, mas, na verdade, tudo depende é da transmissão. Assim, torna-se fundamental compreender o que a transmissão faz, como o faz e o que faz. O Brasil Mecânico traz, nesta edição, algumas informações que vão ajudar você, reparador, a entender 100% do que acontece nesse sistema. Trataremos sobre os principais aspectos e o problema mais comum nas transmissões.

 Tipos de Transmissão

Atualmente, existem vários tipos de sistemas de transmissão, tais como: engrenagens, correias e cardans. As correias são mais usadas em carros para pista de asfalto, porque são muito sensíveis a sujeira e o sistema de tração é aberto. Este tipo de transmissão tem menos perda. Carros de competição, por exemplo, estão utilizando mais o sistema de correias, procurando sempre o menor número possível de engrenagens, (peças móveis), para diminuir o atrito e ganhar potência. A maioria dos bons carros elétricos usam duas correias direto para os diferenciais, e então, direto para as rodas ou cardans com eixo homocinético (junta universal), ou ainda um sistema mais simples conhecido como “osso de cão”.

Alguns carros usam uma combinação de homocinética com esta engrenagem simples “osso de cão”. Tanto os carros para pista de terra como os de pista de asfalto, utilizam o cardam na transmissão do diferencial para as rodas.

A conexão com estas pode ser feita com o “osso de cão” ou com homocinética (junta universal), que tem a vantagem de ser mais resistente e normalmente causa menos problemas que o outro tipo, que escapa do encaixe com maior facilidade. Também nas rodas da frente a homocinética é mais indicada, por conta da suspensão, que conta com dois movimentos, o vertical e o de direção. Quanto às rodas traseiras, o tipo “osso de cão” pode ser utilizado sem maiores problemas, inclusive reduzindo custos. Uma característica importante é que, no carro de asfalto, pode ser utilizado o câmbio, enquanto no carro para pista de terra, isso não é possível, pelo fato de o câmbio não poder ser submetido a terra ou areia.

O fluido na transmissão: o principal aliado (ou vilão)

Um dos principais auxiliares do motorista e do reparador na identificação de qualquer problema no carro é o nariz. Assim como uma boa audição, um bom olfato ajuda muito na percepção de alguns problemas no veículo. Ao sentir o cheiro de queima de fluido de transmissão, por exemplo, é um sinal evidente de que está acontecendo superaquecimento. O fluido de transmissão, não só mantém muitas partes lubrificadas, como impede a unidade de queimar a si mesma, fornecendo a refrigeração necessária. Em alguns modelos, a transmissão ainda tem o próprio radiador (refrigerador de óleo) que circula fluido para transportar o calor longe da unidade de transmissão.

Para quem pensa que a transmissão está a salvo de desgastes, pelo menos enquanto em ponto morto, a verdade é surpreendente. Os sons e o cheiro podem ter solução simples e de baixo custo, acrescentar ou substituir o fluido de transmissão, por vezes, traz a solução.

Por outro lado, ruídos e cheiro da transmissão podem sinalizar algo sério, como o desgaste mecânico que demanda substituição de peças. Neste caso, culpados comuns são as engrenagens intermediárias reversas desgastadas ou rolamentos desgastados, possivelmente junto com os dentes de engrenagem. Perder o controle durante a condução nunca representa experiência divertida.

No funcionamento normal da transmissão, o carro permanece com engrenagem designada. Porém, nas transmissões que provocam o deslizamento de marcha, o carro pode sair de maneira espontânea da engrenagem. Atenção necessária também com a embreagem arrastando, que deixa desengatar o disco de embreagem a partir do volante do motor quando o condutor empurra no pedal. Quando o motorista tenta mudar de marcha, não consegue, porque a embreagem ainda está envolvida no giro junto com o motor.

O motorista fica ciente do problema pelo rangido que segue, então, a cada tentativa de mudar. Normalmente o problema está na folga no pedal da embreagem. Com demasiada folga, o cabo ou a ligação entre o pedal e o disco da embreagem não possui poder suficiente para desengatar a embreagem de disco a partir do volante do motor.

Aspecto

Nas transmissões automáticas o fluido é vital para a capacidade de deslocamento do carro.  O produto possui vermelho brilhante, claro e um pouco de cheiro doce quando tudo está funcionando corretamente. Ao verificar o fluido de transmissão automática, certifique-se que a cor não esteja escura ou com forte cheiro de queimado. Caso esteja, se faz necessário substituir.

Vazamento

Ao contrário do petróleo no carro de motor, a transmissão não consume ou queima qualquer fluido durante o uso, por isso, ao perceber presença de pouco nível de fluido, pode existir evidências de vazamento interno.

Quem possui transmissão manual pode verificar os níveis de fluidos levantando o capô e lendo a vareta. Fluido de transmissão manual tem de ser verificado logo no caso de transmissão – geralmente através do bujão de enchimento. Novamente, quem suspeita que esteja perdendo líquido, deve procurar serviço mecânico para localizar o vazamento. Se o seu nível de fluido é bom não há outra maneira fácil de saber se há algo de errado com a transmissão.

Fique atento aos alertas do carro

A luz do motor pode ser indicador de grande início que algo está começando a ir mal com a sua transmissão. Necessário ter em mente de que as luzes do motor da verificação podem vir por qualquer número de razões não relacionadas com a sua transmissão.

Em carros mais novos, há sensores em todo o motor que captam irregularidades e notificam ao computador que há algo de errado em determinada área particular. No caso de transmissões, os sensores podem pegar vibrações e problemas iniciais, mesmo quando os condutores não percebem ou visualizam a problemática.

Quem quer saber se a sua luz do motor da verificação está demonstrando problema de transmissão pode comprar ferramenta de verificação de diagnóstico que se liga ao carro sob o lado do motorista do painel de instrumentos. A ferramenta de verificação apresenta código que corresponde à área do veículo, causando a falha. Se o código diz que há problema de transmissão, este representa o momento para visitar o mecânico.

Outros sintomas também são importantes

Mas, mesmo se a sua luz do motor da verificação não está acionada, ainda podem existir problemas com a transmissão. Dependendo da transmissão manual ou automática, o carro pode reagir de maneira diferente quando a transmissão não está funcionando corretamente. Como observado antes, problemas da transmissão manual podem ser frutos de som da moagem. Talvez, os sincronizadores da transmissão de engrenagem estejam desgastados ou danificados.

Para problemas de transmissões automáticas, o condutor vai sentir o carro trepidar em cada marcha, em vez das mudanças típicas quase imperceptíveis, ou a transmissão pode fazer transição chocante para a próxima marcha.  Ambos os sinais da transmissão precisam de atenção. Ao notar qualquer coisa diferente, se faz necessário fazer ajustes ou reparos

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