Petrobrás viverá semana decisiva com perspectivas de mudanças radicais em toda sua diretoria

A decisão do Presidente Bolsonaro e do Presidente da Câmara, Arthur Lira, em esmiuçar os ganhos da Petrobrás pela primeira vez, é um duro golpe na arrogância e na prepotência de muitos altos funcionários da companhia, que ainda acham que o petróleo é deles e não do país.

A frase da ex-presidente da companhia Graça Foster de que não ficaria “pedra sobre pedra”, quando surgiram as primeiras denúncias de corrupção dentro da empresa, na verdade, teve o mesmo efeito da frase da Ministra Carmem Lúcia do STF, quando disse que “cala boca já morreu”. Foi bonito e impactante na ocasião, mas de efeito prático, nenhum.

Uma das primeiras medidas práticas adotadas por Caio Paes de Andrade (foto à esquerda), homem de confiança do Ministro Paulo Guedes, será a limpeza do ambiente. O Congresso também começará a discutir hoje (20) uma proposta de taxação das exportações brasileiras de petróleo. A ideia é que a sua arrecadação seja usada para bancar a redução dos preços dos combustíveis. Com a política de preços atrelada ao mercado internacional, esse pode ser um novo desafogo. As exportações chegaram a US$ 30 bilhões, com a média do preço do barril em torno de US$ 70, em 2021. Este ano, com a alta do petróleo, batendo até  US$ 121 o barril,  as exportações podem passar de US$ 60 bilhões.

O  presidente da Câmara disse que os parlamentares vão aprovar a proposta para dobrar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) da Petrobrás para bancar a diferença do custo do diesel do exterior ou para ser usado para um vale para caminhoneiros, taxistas e motoristas de aplicativos, fora do teto de gastos, a regra que limita o crescimento das despesas à inflação. Por ser uma contribuição, o aumento da CSLL para entrar em vigor precisa de prazo de três meses. O tom de ameaça de Arthur Lira mostra toda sua irritação depois da conversa com José Mauro Coelho, que convocou uma reunião de emergência em pleno feriado para anunciar um aumento de 15% no diesel. Esta ação dos conselheiros que representam a União foi considerada uma “traição”. “É necessário que agora tenhamos que discutir essa política de preços da Petrobrás e chamar o CADE mais uma vez à responsabilidade pelo monopólio que existe na Petrobrás”, disse Lira. Os caminhoneiros estão reconhecendo o esforço do governo e da Câmara e deram 20 dias para que a Petrobrás volte atrás no aumento de preços, sob ameaça de greve de dez dias, como ocorreu no início de 2018, ainda no governo Temer. Uma greve neste momento seria desastrosa para economia brasileira e para a saúde das ações da Petrobrás nas bolsas.

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